Libertação de Auschwitz recordada 65 anos depois
Foto: European (Flickr)
Enquanto cerimónias por todo o mundo assinalam o Dia Internacional do Holocausto, dignitários e sobreviventes de Auschwitz juntaram-se para recordar os 65 anos passados desde a libertação do campo de extermínio nazi.
Entre os os políticos que participaram nas cerimónias da Segunda Guerra Mundial no campo de extermínio polaco, estavam o Primeiro Ministro israelita Benjamin Netanyahu e o Presidente do Parlamento Europeu Jerzy Buzek.
Mas a primeira parte da cerimónia concentrou-se na mão cheia de sobreviventes: 150 ex-prisioneiros que recordaram as suas experiências sobre o campo onde mais de 1,1 milhões de pessoas perderam a vida.
“Ninguém pode imaginar que a primeira utilização do Cyclon B nos prisioneiros em Setembro de 1941 era um teste para assassínios em massa", referiu Wladyslaw Bartoszewski - um antigo prisioneiro de Auschwitz e agora enviado especial do Primeiro Ministro polaco à Alemanha - aos convidados e delegações de mais de 47 países.
O Primeiro Ministro israelita Netanyahu enfatizou a tragédia sofrida por judeus e polacos na ocupação da Polónia por nazis. “E recordamos que um terço daqueles que arriscaram a sua vida e a vida das suas crianças para ajudar judeus, eram polacos", disse ao auditório.
Após o evento principal, cristãos e judeus vão rezar juntos no monumento às vítimas do campo de extermínio, com ex-prisioneiros e políticos a acenderem velas.
Por todo o lado na Polónia, foram realizados eventos para assinalar este dia.
Houve uma conferência co-apresentada pelo Ministro da Educação polaco: "Auschwitz - Recordar, Responsabilizar, Educar", enquanto 212 metros quadrados em Auschwitz foram cedidos a uma exposição com o apoio do Ministro dos Negócios Estrangeiros russo dirigida ao exército soviético que a 27 de Janeiro de 1945 abriu as portas do campo.
O Presidente do Parlamento Europeu Jerzy Buzek dirigiu-se ao Terceiro Forum Internacional do Holocausto, perto de Cracóvia, ressalvando a necessidade de uma cooperação internacional para impedir que voltem a acontecer crimes desta dimensão. “A União Europeia foi criada depois disso para prevenir que isto nunca mais se repita. Tems de salvaguardar a memória do Holocausto para que ninguém tente diminuir os crimes de Auschwitz. Este é o nosso dever comum", referiu.


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