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A queda do Comunismo

20 anos desde o colapso do Bloco de Leste

14.09.2009

por Julia Elvers

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  • Índice do dossier

20 anos desde o colapso do Bloco de Leste

  • Berlim: vários sentimentos em relação à queda do Muro
  • A execução do ditador Nicolae Ceausescu e sua mulher – justiça ou homicídio
  • A queda do Muro de Berlim no grande ecrã
  • Hungria: 20 anos depois da queda do Comunismo
  • O trauma silencioso da Roménia
  • Roménia pressionada a revelar ficheiros secretos da revolução
  • O princípio do fim
  • Acesso restrito – Os ficheiros secretos da polícia Checa
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O ano de 1989 foi o ano mais significativo da história da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Os países da Europa Central e Oriental ganharam de volta a sua liberdade depois de anos de totalitarismo. A Polónia, a Hungria, a Alemanha Oriental, Checoslováquia, Bulgária e Roménia tornaram-se livres para determinar o seu próprio futuro. A independência dos países da antiga União Soviética foi um catalizador para o desenvolvimento das relações europeias e accionou, nos anos seguintes, a dissolução do bloco soviético e da Jugoslávia.

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Os doze meses que abanaram a Europa foram precedidos de décadas de totalitarismo e lutas periódicas de independência, que antes de 1989 sempre acabaram em tragédia – a intervenção do exército soviético na Hungria em 1956, o Pacto de Varsóvia, a invasão do exército da Checoslováquia em 1968 e a introdução da lei marcial na Polónia em 1981.

O colapso do Bloco Comunista em 1989 começou com as conversações em mesa redonda na Polónia (de Fevereiro a Abril de 1989), na qual o governo negociou pela primeira vez com o movimento Solidarność (Solidariedade) numa tentativa de dissipar a crescente perturbação social. Tal resultou em eleições parcialmente livres num país comunista a 4 de Junho, que produziu um novo governo dirigido por um Primeiro-ministro não-comunista e incluindo membros da oposição.

O colapso do comunismo na Hungria teve um caminho semelhante, com a transição para a democracia que ocorreu através de negociações com activistas de reforma. A Hungria enfraqueceu o bloco Comunista ao abrir a sua fronteira com a Áustria, permitindo assim que milhares de alemães orientais passassem para o lado ocidental.

Em Outubro de 1989 a República Democrática Alemã celebrou o seu 40º aniversário e poucas semanas depois, a 9 de Novembro, caiu o Muro de Berlim. Não só marcou o inicio da reunificação da Alemanha, mas também simboliza o fim do comunismo na Europa.

O líder búlgaro Todor Zhivkov foi afastado um dia depois da queda do Muro, e embora o seu lugar havia sido tomado por um movimento veterano comunista, este evento deu impulso ao movimento pró-democrático do país. A 17 de Novembro, começaram os protestos em Praga, levando ao poder no mês seguinte a oposição Checa.

Os confrontos mais sangrentos foram na Roménia. Na segunda metade de Dezembro a população de Timişoara e mais tarde de Bucareste começaram a protestar contra o ditador odiado Nicolae Ceauşescu. No início, os protestos foram severamente suprimidos, mas o exército recusou-se a atirar contra os civis e virou-se contra Ceauşescu. A sua execução no dia de Natal marcou o fim do Comunismo na Roménia.

Os acontecimentos de 1989 foram apenas o começo das mudanças os países da Europa Central e de Leste enfrentaram na transição do comunismo. As grandes questões foram o escasso desenvolvimento tecnológico e crises económicas causadas por décadas de uma economia central planeada. No limite destes problemas económicos, as populações começaram a enfraquecer nos seus apoios de reforma, tornando possível o regresso do comunismo em alguns países.

Houve uma grande mudança na Europa nos últimos 20 anos desde a Queda do Comunismo. A ascensão dos países da Europa Central e de Leste, estimularam o seu desenvolvimento económico. A própria sociedade tornou-se bastante disposta a participar na criação da comunidade europeia. Assim, 20 depois, a Europa de hoje com mercado livre e liberdade civil era apenas um sonho para os países do Bloco Comunista.

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