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Conferência Climática das Nações Unidas

Copenhaga 2009

03.11.2009

por Mareike Röwekamp

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Copenhaga 2009

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Copenhaga – Nos últimos meses a capital dinamarquesa tornou-se o símbolo do esforço tremendo que está a ser feito para uma política de mudança climática, e das grandes debates que têm havido. É em Copenhaga, de 7 a 18 de Dezembro que vai acontecer a 15ª Conferência Climática das Nações - e o mundo já olha para este evento com muita atenção.

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A 3 de Novembro as alterações climáticas começaram a ser o centro das atenções quando num discurso considerado por muitos como histórico, a Chanceler alemã Angela Merkel reforçou a importância de Copenhaga. A líder alemã disse no Congresso dos Estados Unidos que 'não havia tempo a perder' na luta contra as alterações climáticas - e que os Estados Unidos deviam juntar-se à Europa e tomar acções verdadeiras. "Sem dúvida que o Mundo vai olhar para nós em Dezembro, para os europeus e para os norte-americanos", disse. "Estou convencida que assim que a Europa e a América mostrarem que estão prontos a fazer acordos, vamos também conseguir persuadir a China e a Índia a juntarem-se a nós". Merkel foi aplaudida de pé enquanto alguns conservadores dos Estados Unidos permaneceram sentados.

O longo caminho de Quioto a Copenhaga

Esta mostra de entusiasmo pelas questões de alterações climáticas foi particularmente notável porque os Estados Unidos foram um dos países que se recusaram a ratificar o Protocolo de Quito de 1997. Sob esta negociação, 37 países industrializados, mais a União Europeia, comprometeram-se a reduzir em cerca de 5 por cento até 2012, as emissões de gás de efeito de estufa, relativamente aos níveis de 1990. De acordo com o Centro Global de Desenvolvimento, em 1997, os Estados Unidos eram os maiores produtores de CO2, agora ultrapassados pela China.

Em 2012 expira o Protocolo de Quioto – e a Cimeira de Copenhaga deve encontrar uma forma de continuar o processo que começou. Parece que a existe a vontade política.

A 22 de Setembro, na Cimeira das alterações climáticas das Nações Unidas, o Presidente Barack Obama disse que “nenhuma nação, seja ela grande o pequena, rica ou pobre, pode escapar ao impacto das mudanças climáticas. A resposta da nossa geração a este desafio será julgada pela história, pois se falharmos, arriscamo-nos a consignar gerações futuras a uma catástrofe irreversível", declarou.

O Presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso reforçou que a União Europeia iria trabalhar com os Estados Unidos para que Copenhaga fosse um sucesso.
Mas ainda há muitas questões a serem resolvidas.

Uma questão de responsabilidade

O problema principal é o dinheiro. Os países mais pobres - liderados pela China - dizem que não podem reduzir as emissões CO2 e exigem que os países mais industrializados reduzam primeiro os níveis de gases que causam o efeito estufa. Os países mais ricos - liderados pelos Estados Unidos - dizem que as emissões de países com grande densidade populacional, como a China e a Índia, estão a aumentar dramaticamente e que são estes os países os grandes responsáveis pelos aumentos de emissões de gás no futuro.

A União Europeia enfrenta vários conflitos de interesse. O ponto principal na Europa é a questão sobre quem vai financiar o fundo de 15 milhões de euros anuais para que o mundo possa desenvolver e encontrar uma alternativa como fontes de energia menos poluentes. Os países da União Europeia mais pobres liderados pela Polónia, exigem testes. Assim, as nações mais ricas do mundo, como o Reino Unido, França e Alemanha pagariam mais, enquanto as nações menos ricas - principalmente as da Europa Central e de Leste - contribuiriam menos.

Assim, Copenhaga tem objectivos ambiciosos. O governo da Dinamarca quer que a Cimeira produza um acordo global e compreensivo.

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